08/03/2010
8 DE MARÇO
“Precisamos ocupar os espaços públicos”, afirma a vereadora
“Precisamos superar a noção de que as mulheres devem estar restritas ao espaço doméstico, aos afazeres familiares, em detrimento de uma maior participação no mundo do trabalho ou nos espaços públicos”. Essa foi a principal idéia defendida nesta segunda-feira (8) pela vereadora Professora Josete, que ocupou a Tribuna da Câmara Municipal de Curitiba para falar sobre o Dia Internacional da Mulher. A parlamentar destacou a importância do centenário da data, salientando que ainda será preciso muita luta para que todas as mulheres sejam verdadeiramente livres. “Precisamos ter mais mulheres ocupando os espaços públicos, participando da vida pública, para que possamos construir uma sociedade mais justa”, disse.
Nas ultimas eleições, em todo o Brasil, de todos os eleitos para as Câmaras Municipais, 12,52% são mulheres. Para o cargo de Prefeito, foram 90,9% de homens e apenas 9,1% de mulheres. “Esse panorama revela que, embora a participação feminina nos espaços de poder tenha aumentado, nós ainda somos absoluta minoria nos espaços de decisão política”, afirma Josete.
A vereadora, feminista, também recordou os conceitos dessa ideologia: “O Feminismo não quer diminuir o masculino para supervalorizar o feminino; pelo contrário, a idéia principal é a construção de uma sociedade em que, independentemente de gênero, todos e todas sejam livres, autônomos, respeitados, iguais”.
Solenidade
Josete preside, nesta segunda-feira, na Câmara Municipal de Curitiba, a sessão solene em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Diversas mulheres serão homenageadas. Elas foram indicadas pelas seis vereadores de Curitiba. A solenidade começa às 20h no Plenário da Câmara.
Banca do PT
Nesta segunda, durante todo o dia, na Rua XV de Novembro (Centro), militantes do Partido dos Trabalhadores entregaram materiais voltados para as mulheres de Curitiba. A Banca do PT continua homenageando as mulheres em todas as segundas-feiras, até o fim do mês de março.
Marcha Mundial das Mulheres
A partir desta segunda-feira (8), milhares de mulheres participam da Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) no Brasil. A Marcha vai percorrer o trajeto entre as cidades de Campinas e São Paulo. As mulheres estarão organizadas em delegações de todos os estados em que a MMM está presente, numa grande atividade de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras.
A vereadora Professora Josete participa da Marcha a partir do dia 17. Ela falou sobre a 3ª Ação Internacional da MMM na sessão desta segunda-feira. Ouça.
Violência contra as mulheres
Um triste fato ocorrido neste sábado (6), no Centro de Curitiba, demonstrou, mais uma vez, que as mulheres ainda precisam superar inúmeras barreiras para serem tratadas, de fato, como cidadãs plenas. Na esquina da Marechal Deodoro com a Barão do Rio Branco, um motorista irritado desrespeitou centenas de manifestantes que participavam da “Marcha dos 100 Anos de Luta, História e Conquistas da Mulher”. O ato era alusivo ao centésimo Dia Internacional da Mulher e reunia integrantes de diversas organizações e movimentos de mulheres.
A vereadora Professora Josete falava ao microfone sobre a importância de as mulheres ocuparem os espaços de Poder, quando o homem tentou, à força, retirar o microfone das mãos dela. Ele estava irritado porque o trânsito ficou, momentaneamente, interrompido – este foi o único ponto da marcha em que a circulação de veículos ficou prejudicada. Imediatamente, as mulheres que participavam da caminhada, e alguns homens que as acompanhavam, retiraram o motorista do centro da confusão.
“Se a manifestação fosse masculina, certamente esse motorista não deixaria a irritação se transformar em agressão física e verbal”, afirma a vereadora Professora Josete. “Ou se fosse um homem que estivesse segurando o microfone certamente essa pessoa não teria feito o que fez”, diz Josete.
Esta não é a primeira vez em que participantes de caminhadas em alusão ao Dia Internacional da Mulher são agredidas. No ano passado, exatamente no mesmo local, um motoqueiro tentou furar a caminhada, ignorando a possibilidade de que alguém poderia se machucar.
“Envolto ao pragmatismo da sua irritação, pessoas como essas não percebem o que leva tantas mulheres a marchar pelas ruas das grandes cidades, exigindo a efetivação de seus direitos e a igualdade entre os gêneros; a individualidade se manifesta em atos violentos que demonstram o que realmente se passa no íntimo das mentes preconceituosas: o que essas mulheres estão fazendo aqui? Por que elas não saem da minha frente para eu passar?”, diz a vereadora. “Enfim, precisamos ter consciência de que ainda há muito a se fazer para superarmos a injustiça e a violência contra as mulheres”, conclui.
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Vereadora Professora Josete
e-mail:contato@professorajosete.com.br