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26/02/2010

GUARDA MUNICIPAL

A prefeitura está lançando mão de uma nova estratégia para tentar desmobilizar os guardas municipais em greve há quatro dias. Em armazéns da família, constatou-se que foram contratados vigilantes por meio de uma empresa terceirizada para a segurança dos estabelecimentos. A medida é encarada pelo sindicato como uma afronta ao movimento.

“O prefeito deveria estar preocupado em negociar com os guardas, ao invés de gastar dinheiro público, afinal, nós, mais do que ninguém, queremos que a greve chegue ao final, mas isso depende da disposição da prefeitura em negociar uma proposta digna para o piso salarial da categoria”, questiona Irene Rodrigues, secretária de assuntos jurídicos do Sismuc.

O piso salarial de um vigilante de Curitiba é de R$ 996,00, conforme convenção coletiva de trabalho. Já o guarda municipal, com atribuições mais amplas no exercício da função, recebe como piso R$ 710,88. Além da diferença salarial, a diretoria do sindicato vê na medida uma contradição para a prefeitura, que tem afirmado não haver margem no orçamento para garantir um piso maior aos guardas. “Se a prefeitura pode pagar R$ 996,00 para os vigilantes, porque ela não pode aumentar o salário-base dos guardas?”, pergunta Irene.

Abordado pelo diretor do Sismuc Juliano Soares, no Armazém da Família da Vila Oficinas, um vigilante da empresa Embrasil revelou estar desarmado e sem colete à prova de balas. “Todo armazém funciona com pelo menos dois guardas municipais, mas lá tem apenas um vigilante. A prefeitura está colocando em risco a vida do vigilante, da população e dos servidores municipais que trabalham no local, que já demonstraram preocupação com a situação”, diz Soares.
 

Sem respostas
Com o objetivo de pressionar para agilizar as negociações com a prefeitura, que não deu mais respostas, nesta quinta-feira (25) vários guardas participaram de uma passeata que seguiu por ruas do centro, incluindo a avenida Marechal Deodoro. O movimento passou em frente à sede da Guarda e chegou, mais uma vez à prefeitura municipal.

Imprensa Sismuc

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