24/02/2010
CURITIBA
Cidade pode viver apagão do Lixo e ter aumento considerável na tarifa de ônibus
Por diversos motivos, as licitações da gestão Beto Richa são criticadas com freqüência não só pelos vereadores da oposição, mas por todos os que querem uma cidade melhor. As falhas, omissões ou interesses implícitos nesses processos tendem a prejudicar diretamente a vida dos que moram ou trabalham em Curitiba. “Estamos preocupados, principalmente, com a questão do Lixo e do Transporte Coletivo, pois pontos mal resolvidos nas licitações trazem impactos diretos à população”, afirma a vereadora Professsora Josete.
Nesta semana foi anunciado o fim da licitação para a instalação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos Sólidos, o Sipar, que deve substituir o já saturado Aterro do Caximba. Desde o fim do ano passado, outro consórcio, o Paraná Ambiental, já questionava o resultado da licitação, uma vez que este grupo de empresas além de oferecer o preço mais baixo teria o domínio de tecnologia para cumprir os requisitos estabelecidos em edital. Em dezembro, o Paraná Ambiental chegou a entrar com um recurso administrativo pedindo a revisão da decisão, mas o pedido foi indeferido pela Comissão de Licitação.
Ouça a reportagem em que o assessor jurídico da Paraná Ambiental questiona o resultado do processo licitatório:
“Outra coisa preocupante é a definição do local para a instalação da usina”, afirma Professora Josete, que ainda lembra: “O prazo de encerramento do Aterro do Caximba acaba em nove meses; certamente não haverá tempo hábil até a definição do local, liberação pelo Instituto Ambiental do Paraná e instalação da indústria, sem falar em outros problemas jurídicos, como a lei municipal de Mandirituba que proíbe a criação de aterros sanitários no município”. “O problema é grave e precisa ser enfrentado com a maior seriedade possível”, afirma a vereadora.
Ônibus mais caro
A tarifa de ônibus em Curitiba pode subir para até R$ 2,60 por conta de vários problemas na licitação das empresas de transporte coletivo de Curitiba. O alerta foi feito nesta quarta-feira (24) pelo deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR). Ele questiona diversos itens do edital elaborado pela Urbs para a exploração do serviço de transporte público de passageiros em Curitiba.
Josete concorda com as críticas do deputado, que afirma que a licitação teria o intuito de favorecer as empresas que operam o sistema desde 1955. “Surpreende o fato de o edital mencionar, por exemplo, que as empresas podem utilizar os parâmetros de consumo de pneus e combustível da década de 80 ou ainda as indenizações que devem ser pagas pelas vencedoras à Urbs, com o propósito de sanar dívidas com as atuais empresas”, diz Josete.
“Nesse sentido, o Rosinha tem o nosso apoio ao solicitar ao Ministério Público a análise do edital e do processo licitatório em si”, afirma Josete.
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Vereadora Professora Josete
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