Protesto em frente à Câmara marcou passagem de 1 ano do ‘pacotaço’ de Greca

Foto: Manoel Ramires/Sismuc

Servidores e servidoras municipais de Curitiba protestaram em três pontos da cidade nesta terça-feira (26) para lembrar a passagem de um ano da aprovação do “Pacote de Maldades”. Aprovado em 26 de junho de 2017, o projeto do prefeito Rafael Greca (PMN) congelou salários, carreiras e alterou alíquotas do IPMC e ICS. O chamado “plano de recuperação” ainda transferiu a data-base dos servidores para outubro e aumentou impostos para a população como IPTU, ITBI e ISS.

Em frente à Câmara de Vereadores, onde os aliados de Greca aprovam no ano passado as mudanças em regime de urgência, o funcionalismo público exibiu vídeos sobre o “aniversário” da votação e fotos mostrando também quais são as perdas da população. Também foram realizadas manifestações na Boca Maldita e na Ópera de Arame, local onde foi realizada a votação no ano passado.

Para a vereadora Professora Josete (PT), que votou contra o pacote de medidas que retirou diretos dos trabalhadores, lembra que os reflexos do chamado “plano de recuperação” ainda são sentidos não somente pelos servidores, mas pela população em geral de Curitiba. A promessa de melhorar a cidade, segundo Josete, na verdade tornou-se mais precariedade no atendimento em vários setores. “A LDO de 2019 não aponta para nenhuma recuperação. O que nós vemos asfalto pela cidade toda. Nada contra. Mas o que a população quer é ser atendida na ponta”, destaca.

Na avaliação do DIEESE, o prefeito Rafael Greca escolheu fazer caixa com recursos voltados aos servidores municipais. Isso se deu pelo congelamento de salários, pelo aumento de alíquotas no ICS e IPMC e pelo saque do fundo previdenciário de quase R$ 700 milhões (a prefeitura parou de fazer aportes). O acréscimo de receita positiva no último ano é resultante da elevação de 3,66% na Receita Corrente Líquida contra redução de 6,79 % da Despesa com pessoal. As perdas com o pacotaço representaram entre 29% e 36% dos vencimentos dos servidores.

Se for considerado um servidor com vencimento de R$ 4,5 mil e 10 anos de serviço público, este já deixou 13,16% desde o começo de 2017, ou equivalente a R$ 581. Quanto as perdas de modo geral, a perda foi de R$ 29,36%, o que equivale a R$ 1.594,58.

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