“Precisamos eleger mulheres que debatam nossas pautas”, aponta Josete

Programa Democracia em Rede na noite desta terça-feira (19). Reprodução Facebook

O programa Democracia em Rede em parceria com a Rede Soberania, que acontece diariamente na Casa de da Democracia da Vigília Lula Livre, debateu na noite desta terça-feira (19) a participação das mulheres na política. Mediado por Nádia Brixner, da APP-Sindicato, o bate papo contou com a presença da vereadora Professora Josete (PT); Ana Carolina Dartora, da Marcha Mundial das Mulheres; Júlia Tochetto, da Secretaria de Mulheres do PCdoB e da UBM Paraná; e Raphaela Pereira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

O debate central foi a necessidade da presença de mais mulheres ocupando espaços políticos e de poder. Machismo, divisão sexual do trabalho e a característica misógina do golpe contra a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) também foram abordados pelas debatedoras. “Foi um golpe com outras características, mas que foi potencializado pela misoginia”, apontou Professora Josete.

Pré-candidata a deputada federal, Josete falou da dificuldade da construção dentro dos espaços partidários. “Em todos os partidos temos essa dificuldade. Até mesmo no PT, que historicamente tem essa construção da participação das mulheres desde sua fundação, sentimos isso”, comentou. Para ela, isso é reflexo da sociedade patriarcal que sempre buscou limitar a participação das mulheres ao espaços domésticos dentro da divisão do trabalho.

Questionada sobre os desafios na Câmara de Vereadores, a petista afirmou que o parlamento local reflete muito que é presenciado em outros espaços, como no Senado e na Câmara Federal. “O mesmo preconceito que mulheres sofrem na Câmara Federal, como as deputadas Maria do Rosário (PT-RS) ou Jandira Feghali (PcdoB-RJ), ou no Senado, como a Gleisi, sentimos na Câmara também. Uma mulher ir ao debate com argumentos e conteúdos é inaceitável para aqueles que acham que a mulher deve ter uma postura de submissão”, comentou.

Para Professora Josete, as representantes devem ir além de participação, devem colocar o feminismo em pauta. “Não basta eleger mulheres, precisamos eleger mulheres que debatam a pauta das mulheres”, comentou a vereadora e pré-candidata à Câmara Federal.

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