Vereadores repudiam violência e interdito proibitório pedido por Greca

Foto: Gibran Mendes

Os atos de violência registrados em frente à superintendência da Polícia Federal em Curitiba contra manifestantes que participam de uma vigília em apoio ao ex-presidente Lula foram repudiados nesta segunda-feira (9), na Câmara de Curitiba, pela vereadora Professora Josete (PT) e pelo vereador Goura (PDT). A dupla também criticou a atitude do prefeito Rafael Greca (PMB) que pediu à Justiça um interdito proibitório para impedir que os manifestantes permaneçam nas imediações da sede da PF.

Na noite do sábado (7), por volta das 22h30, os apoiadores de Lula foram atacados por policiais federais com bombas de gás lacrimogênio e tiros de balas de borracha quando o helicóptero que trazia o ex-presidente chegava à sede da PF. Dezenas de pessoas ficaram feridas na ação policial. Ainda não há informações claras sobre o que motivou o ataque da polícia, que aconteceu após a realização de um ato ecumênico em solidariedade à Lula.

A vereadora Professora Josete (PT), que esteve no fim de semana no Acampamento Lula Livre, afirmou que os manifestantes foram atacados sem qualquer justificativa. “Em uma atitude descabida pessoas que estavam em defesa do presidente Lula foram atacadas covardemente pela Polícia Federal. Isso é muita grave, não podemos nos calar diante do que está acontecendo. Não vivemos mais um momento de legalidade, vivemos um regime de exceção que se desdobra em todos os níveis”, falou Josete, concluindo que “Lula é inocente e, portanto, um preso político”.

Ela apontou a irresponsabilidade do prefeito Rafael Greca em pedir um interdito proibitório em momento delicado. “Infelizmente alguns gestores reforçam a política antidemocrática. Pedir um interdito proibitório na cidade é uma excrecência em um estado e uma cidade que se diz democrática. E o pior tem um juiz que assina embaixo. É um regime de exceção que se desdobra em todos os níveis, que agora quer impedir que pessoas se manifestem em favor de um projeto político”, disse a vereadora.

O vereador Goura (PDT), por sua vez, apesar de destacar a importância da Lava Jato, afirmou que há inconsistências e ilegalidades nas investigações. Para ele, não há motivos para comemorar a prisão do ex-presidente. ”Gostando ou não dele, Lula é a mais expressiva liderança política do Brasil. A prisão pode fragilizar a democracia brasileira. Não há motivo para comemorações”. disse o vereador.

Ele também repudiou a ação da polícia contra os apoiadores do ex-presidente. “Os manifestantes que pacificamente faziam um ato foram atingidos por bombas de gás. Enquanto isso, no mesmo momento, os contrários ao ex-presidente soltaram rojões em direção ao helicóptero que trazia Lula”, disse o pedetista.

Goura criticou o papel desempenhado pela prefeitura ao pedir um interdito proibitório e contribuir com esse cenário. “Ao invés de buscar um entendimento junto à executiva do PT e aos manifestantes, o prefeito foi a justiça pedir um interdito proibitório”, lamentou.

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